Abrindo a decisão
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STJ · Acórdão
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. NULIDADE DA REMESSA DOS AUTOS AO STJ. PRERROGATIVA DE FORO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ELEITORAL. AGRAVO DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não conheceu dos embargos de declaração opostos em face da decisão que declarou competente o Juízo Federal da Vara Única da Subseção Judiciária de Alagoinhas/BA para processar e julgar a ação penal. 2. O agravante sustenta a nulidade da remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça antes da apreciação dos embargos de declaração opostos perante o juízo de origem, alegando violação ao contraditório e à ampla defesa. Requer o retorno dos autos ao Juízo Eleitoral da 163ª Zona Eleitoral da Bahia para apreciação dos embargos ou, subsidiariamente, a remessa ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia para análise da competência em razão da prerrogativa de foro. 3. A decisão agravada não conheceu dos embargos de declaração, por ausência dos vícios previstos no art. 619 do Código de Processo Penal, e manteve a competência do Juízo Federal da Vara Única da Subseção Judiciária de Alagoinhas/BA. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 4. Há duas questões em discussão: (i) saber se houve nulidade na remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça antes da apreciação dos embargos de declaração opostos na origem, em violação ao contraditório e à ampla defesa; e (ii) saber se subsiste a prerrogativa de foro em favor do agravante, mesmo após o término do mandato de Prefeito Municipal, justificando a competência do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. III. RAZÕES DE DECIDIR 5. A decisão agravada corretamente não conheceu dos embargos de declaração, pois não foram identificados os vícios previstos no art. 619 do Código de Processo Penal, sendo os embargos utilizados para rediscutir matéria já decidida, o que não se coaduna com a finalidade integrativa dos aclaratórios. 6. O conflito de competência é um incidente processual autônomo, cuja remessa ao Superior Tribunal de Justiça não depende do exaurimento de recursos na instância de origem, não havendo demonstração de prejuízo concreto à defesa. 7. A competência da Justiça Eleitoral é definida pelo critério material, ou seja, pela natureza do delito imputado, e não pelo cargo ocupado pelo acusado. No caso, o Ministério Público Eleitoral afastou a existência de crime eleitoral, razão pela qual o Juízo Eleitoral declarou sua incompetência. 8. Não há fundamento para a remessa dos autos ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, nem se verifica qualquer ilegalidade ou omissão na decisão agravada. IV. DISPOSITIVO E TESE 9. Resultado do Julgamento: Agravo regimental não provido. Tese de julgamento: 1. Os embargos de declaração devem observar os vícios previstos no art. 619 do Código de Processo Penal, não sendo admitidos para rediscutir matéria já decidida. 2. A remessa de conflito de competência ao Superior Tribunal de Justiça não depende do exaurimento de recursos na instância de origem, desde que não haja demonstração de prejuízo concreto à defesa. 3. A competência da Justiça Eleitoral é definida pelo critério material, relacionado à natureza do delito imputado, e não pelo cargo ocupado pelo acusado. Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 619. Jurisprudência relevante citada: Não há precedentes jurisprudenciais citados na decisão.
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O STJ CC 213.366 é citado por 4 decisões da base. As citações são do acórdão, não desta decisão. Abrir o acórdão
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Terceira Seção · STJ · presidente: Joel Ilan Paciornik
Composição: Joel Ilan Paciornik (presidente); Carlos Augusto Pires Brandão; Geraldo Og Nicéas Marques Fernandes; Marcelo Navarro Ribeiro Dantas; Maria Marluce Caldas Bezerra; Messod Azulay Neto; Reynaldo Soares da Fonseca; Rogerio Schietti Machado Cruz; Sebastião Alves dos Reis Júnior; Nilsoni de Freitas Custódio (convocado).
Secretaria: Coordenadoria de Julgamento da Terceira Seção
INSCRIÇÕES – SUSTENTAÇÃO ORAL/PREFERÊNCIAS (processos em mesa ou pautados) • A solicitação de preferência/sustentação oral presencial- poderá ser feita pela internet (www.stj.jus.br - Advoga- do- Sustentação Oral); na Secretaria de Julgamento Co- legiado (por telefone ou atendimento no balcão) até às 13h; e no plenário da Terceira Seção, das 13h às 13:45h. • Em razão da Pandemia por Covid-19, as sessões de julgamen- to do STJ foram realizadas por videoconferência, através do aplicativo Zoom, sendo transmitidas ao vivo pelo canal do STJ no Youtube. Com a flexibilização das regras sanitárias, as ses- sões passaram a ocorrer no formato híbrido (por videocon- ferência e presencialmente). Portanto, no caso de sustentação oral e preferência com esclarecimento de matéria de fato por videoconferência, a solicitação poderá ser feita até as 14h do dia anterior à sessão de julgamento. O link de acesso à sessão (via Zoom) será enviado ao e-mail fornecido na solicitação. • Não é permitida sustentação oral em Embargos de Declaração (art.159, I, RISTJ). • Não é permitida nova sustentação oral em processos com retomada de julgamento (pedidos de vista, adiamentos, suspensões e sobrestamentos). • As sustentações orais em agravos terão a duração de 5 (cinco) minutos.
Diretamente aos gabinetes dos ministros (contatos em `magistrados`).
Órgão julgador da decisão ligado à composição publicada pelo tribunal pelo nome (sem acento, com o ordinal como número e sem o código da frente, como "T5 - ") ou, sem nome igual, pelo órgão cujo nome contém todas as palavras, com os mesmos números. Se mais de um órgão servir, ou nenhum, a composição não aparece. Composição e contatos como o tribunal publica; a composição muda com o tempo e é a de hoje, não necessariamente a da data do julgamento.