Abrindo a decisão
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STJ · Acórdão
DIREITO EMPRESARIAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROPRIEDADE INDUSTRIAL/MARCA. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão que inadmitiu recurso especial em ação de abstenção de uso de marca e concorrência desleal cumulada com indenização por danos materiais e morais. 2. Trata-se de controvérsia sobre a exclusividade da expressão “PIMPOLHO” no segmento infantil, com sentença de improcedência mantida em apelação por uso comum do vocábulo, distinção de , ramos não idênticos e ausência de trade dress prova de confusão no mercado consumidor. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 3. Há dez questões em discussão: (i) saber se houve violação do art.124, VI, da pela indevida equiparação de PIMPOLHO a termo de uso Lei n. 9.279/1996 comum; (ii) saber se houve violação do art.129 da pela negativa de Lei n. 9.279/1996 uso exclusivo nacional da marca registrada; (iii) saber se houve violação do art. 130, I, II e III, da pelo esvaziamento dos poderes de zelar pela Lei n. 9.279/1996 integridade e reputação da marca; (iv) saber se houve violação do da art. 209 devido ao afastamento de perdas e danos por infração e Lei n. 9.279/1996 concorrência desleal; (v) saber se houve violação dos arts. 208 e 210 da com a rejeição da indenização e da liquidação do após a Lei n. 9.279/1996 quantum infração; (vi) saber se houve violação dos arts. 186 e 927 do Código Civil com o afastamento do ilícito e do dever de indenizar; (vii) saber se incide na espécie o do CPC para configurar prequestionamento ficto; (viii) saber se a art. 1.025 Resolução INPI n. 142/2014 foi contrariada quanto à análise de distintividade; (ix) saber se há divergência jurisprudencial com julgados citados; e (x) saber se é inaplicável ao caso a Súmula n. 7 do STJ. III. RAZÕES DE DECIDIR 4. A revisão das premissas fáticas sobre uso comum do vocábulo, distinção de trade , não identidade de ramos e ausência de prova de confusão é inviável na via dress especial, por óbice da Súmula n. 7 do STJ. 5. O conhecimento do recurso no tocante à alínea foi afastado por ausência de c similitude fática e de cotejo analítico, não demonstrado o dissídio. 6. O prequestionamento ficto (art. 1.025 do CPC) não supera os óbices processuais aplicados na decisão. 7. A conclusão de termo de uso comum afasta a pretensão de exclusividade ampla dos arts. 124, VI, e 129 da não reconhecida infração marcária ou Lei n. 9.279/1996; concorrência desleal, não há falar em indenização com base nos arts. 208, 209 e 210 da e 186 e 927 do Código Civil. Lei n. 9.279/1996 8. O acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do STJ sobre a necessidade de risco real de confusão e a vedação ao reexame probatório, incidindo na espécie a Súmula n. 83 do STJ. IV. DISPOSITIVO E TESE 9. Agravo em recurso especial desprovido. Tese de julgamento: “1. A Súmula n. 7 do STJ impede o reexame da conclusão fática sobre uso comum do vocábulo, distinção do e ausência de confusão no trade dress mercado consumidor. 2. A ausência de similitude fática e de cotejo analítico inviabilizam o conhecimento do recurso especial no tocante à alínea . 3. Termo de c uso comum afasta a pretensão de exclusividade ampla prevista nos arts. 124, VI, e 129 da 4. Não reconhecida infração marcária, não há falar em Lei n. 9.279/1996. indenização com base nos arts. 208, 209 e 210 da e 186 e 927 do Lei n. 9.279/1996 Código Civil. 5. O prequestionamento ficto (art. 1.025 do CPC) não supera os óbices processuais aplicados. 6. Quando o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do STJ, aplica-se ao caso a Súmula n. 83”. Dispositivos relevantes citados: arts. 124, 129, 130, 208, 209 Lei n. 9.279/1996, e 210; CC, arts. 186 e 927; CPC, art. 1.025. Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmulas n. 7 e 83; STJ, AgInt no relator Ministro João Otáv AREsp n. 1.402.561/SP, io de Noronha, Quarta Turma, julgado em STJ; 2/9/2024; REsp n. 1.726.804/RJ, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 27/9/2022.
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