Abrindo a decisão
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Abrindo a decisão
TJCE · Acórdão
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DIREITO CIVIL. CONSUMIDOR. APELAÇÃO CÍVEL. ASSOCIAÇÃO CIVIL DE PROTEÇÃO VEICULAR . PRELIMINAR DE LEGITIMIDADE PASSIVA ACOLHIDA. PRESENÇA DO MESMO GRUPO ECONÔMICO. COBERTURA SECURITÁRIA. RECUSA . AUSÊNCIA DE INSTALAÇÃO DE RASTREADOR. VENDA CASADA NÃO CONFIGURADA. DESCUMPRIMENTO CONTRATUAL PELA CONSUMIDORA. NEGATIVA NÃO ABUSIVA . DANO MORAL E MATERIAL. INEXISTÊNCIA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. 1 .Trata-se de apelação cível interposta contra sentença que julgou improcedentes os pedidos autorais em ação de obrigação de fazer c/c indenização por danos materiais e morais, ajuizada por cooperada contra cooperativa de proteção veicular, em razão da recusa de cobertura securitária por roubo de veículo. 2. Acolhida a questão preliminar arguida pela apelante para incluir novamente na lide a ré AR4 MONITORAMENTO E SEGURANÇA VEICULAR LTDA. As empresas apeladas detêm a responsabilidade conjunta pela proteção veicular e instalação do rastreador, configurando nexo de coordenação e a existência de grupo econômico, o que acarreta a responsabilidade solidária . 3. A questão de mérito em discussão consiste em saber se a exigência de instalação de rastreador homologado pela cooperativa, como condição para cobertura de roubo de veículo, configura venda casada e prática abusiva, bem como se a recusa de cobertura enseja indenização por danos morais. 4. As cooperativas de participação, destinadas ao rateio de prejuízos decorrentes de sinistros com veículos, exercem atividade similar à de seguradoras, sujeitando-se às normas do Código de Defesa do Consumidor . 5. A caracterização de venda casada exige a imposição da contratação de produto ou serviço não diretamente vinculado à atividade principal do fornecedor. 6. A exigência de instalação de rastreador homologado se justifica como medida de gestão de riscos, não configurando venda casada nem prática abusiva . 7. A ausência de comprovação de homologação do rastreador instalado pela autora configura descumprimento contratual, justificando a recusa da cobertura securitária. 8. Inexistindo ato ilícito por parte da recorrida, não há que se falar em danos morais . 9. Recurso conhecido e provido parcialmente.
ACORDAM os Desembargadores integrantes da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco em ACOLHER a preliminar de legitimidade passiva para incluir novamente na lide a ré AR4 MONITORAMENTO E SEGURANÇA VEICULAR LTDA e, quando ao mérito, NEGAR PROVIMENTO ao recurso mantendo a improcedência dos pedidos
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5ª Câmara de Direito Privado · TJCE · presidente: Maria Regina Oliveira Camara
Composição: Maria Regina Oliveira Camara (presidente); Francisco Lucídio Queiroz Júnior; José Krentel Ferreira Filho; Mantovanni Colares Cavalcante.
Secretaria: Secretária: Dra. Lais Cabral Bacha Queiroz
Requerimento eletrônico de sustentação oral (sistema iColegiado, Portaria nº 2012/2026): por videoconferência, até o fim do expediente do dia útil anterior à sessão; presencial, até o início do julgamento. Cadastro prévio na CATI ((85) 3366-2966, [email protected]). Indisponível o sistema, pedido pelo e-mail institucional do órgão. https://www.tjce.jus.br/requerimento-de-sustentacao-oral-para-sessoes-presenciais/
Pauta e calendário de sessões · fonte: TJCE · Todos os órgãos do TJCE
Órgão julgador da decisão ligado à composição publicada pelo tribunal pelo nome (sem acento, com o ordinal como número e sem o código da frente, como "T5 - ") ou, sem nome igual, pelo órgão cujo nome contém todas as palavras, com os mesmos números. Se mais de um órgão servir, ou nenhum, a composição não aparece. Composição e contatos como o tribunal publica; a composição muda com o tempo e é a de hoje, não necessariamente a da data do julgamento.