ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. PESSOA JURÍDICA
Resumo
Trata-se de divergência quanto aos critérios ou parâmetros a serem seguidos para a concessão da assistência judiciária gratuita (Lei n. 1.060/1950) relativa à pessoa jurídica. O Min. Relator explicitou que, para a pessoa física, o requerimento formulado nos autos fica condicionado à negativa do benefício por provocação da parte contrária, que tem o ônus de comprovar que a requerente do benefício não se encontra em estado de miserabilidade jurídica; ou pode o juiz, como presidente do processo, requerer esclarecimentos ou até provas antes da concessão. No caso da pessoa jurídica, existem duas situações: se a empresa não objetivar lucro (entidades filantrópicas, de assistência social, etc.) o procedimento se equipara ao da pessoa física; mas com fins lucrativos, o onus probandi é da empresa, que terá de comprovar a impossibilidade de arcar com os encargos processuais sem comprometer a existência da empresa. Nesse caso, podem ser apresentados livros contábeis registrados na junta comercial, balanços, declarações de IR. Na espécie, o embargante não fez prova concreta que está impossibilitado de arcar com os ônus processuais e, conseqüentemente, foram rejeitados os embargos. Precedentes citados do STF: AgRg nos EDcl na Rcl 1.905-SP , DJ 20/9/2002; do STJ: REsp 431.239-MG , DJ 16/12/2002; REsp 414.049-RS , DJ 11/11/2002; AgRg nos EDcl na Rcl 1.045-SP , DJ 24/6/2002; Ag no REsp 367.053-AP , DJ 29/4/2002; REsp 338.159-SP , DJ 22/4/2002, e AgRg na MC 3.058-SC , DJ 23/4/2001. EREsp 388.045-RS , Rel. Min. Gilson Dipp, julgado em 1º/8/2003 .
- EREsp 388.045-RS · Rel. Gilson Dipp · ver a decisão na base