Abrindo a decisão
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Abrindo a decisão
TJSP · Acórdão
DIREITO DO CONSUMIDOR. DIREITO BANCÁRIO. APELAÇÃO CÍVEL. FRAUDE BANCÁRIA. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO NÃO SOLICITADO. ABERTURA DE CONTA FRAUDULENTA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. Apelação cível em ação declaratória de inexistência de débito c/c danos morais e materiais. Fraude bancária em detrimento de consumidora idosa. Ilegitimidade passiva rejeitada. A controvérsia sobre falha na prestação de serviços bancários confunde-se com o mérito, e a responsabilidade solidária decorre dos arts. 2º e 3º do CDC. Denunciação da lide indeferida. Pedido formulado apenas em apelação, em afronta à preclusão (art. 126 do CPC), e vedado nas relações de consumo pelo art. 88 do CDC. Responsabilidade objetiva caracterizada. Fraude praticada no âmbito de operações bancárias configura fortuito interno, nos termos da Súmula 479 do STJ e do art. 14 do CDC. Culpa exclusiva da vítima afastada. O banco não detectou operações incompatíveis com o perfil de consumidora idosa sem vínculo anterior com a instituição, configurando falha do serviço. Restituição em dobro devida. Cobranças decorrentes de contrato fraudulento são contrárias à boa-fé objetiva, nos termos do Tema 929 do STJ (EAREsp 676.608/RS). Modulação inaplicável. Dano moral in re ipsa. Fraude que onera benefício previdenciário alimentar de pessoa idosa extrapola o mero aborrecimento. Indenização de R$ 10.000,00 mantida por proporcional. Juros de mora contados do evento danoso (Súmula 54 do STJ). Responsabilidade extracontratual ante a inexistência de relação jurídica lícita. Restauração do domicílio bancário mantida como desdobramento da nulidade do ato fraudulento. Recurso desprovido.
Recurso desprovido
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